29.2.04

Tatu para caralho

Antes de sairmos de Curitiba, rumo a Meia Praia, a Thais liga para a Andy, que j� estava no litoral:
- Andy, chegamos em Itapema! Voc� vem nos buscar?
- Ai meu deus! Charles, Charles!!
- Andy, �...
- Cala a boca! Charles, Charles!!! - e desliga o telefone.
Era mentira, mas no grau alco�lico que ela se encontrava, n�o quis ouvir. A Thais teve que ligar novamente para desfazer o mal.

Quando chegamos � rodovi�ria de meia-praia (1 hora e meia al�m do esperado, visto que nosso �nibus quebrou na estrada)...
- Andy, chegamos!
- T�, t�... j� estamos indo buscar voc�s.
- Mas tem um problema, Andy... estamos em Florian�polis. Acho que dormimos na estrada e perdemos a descida...
- S�O UMAS TATUS MESMO! EU TAVA PREVENDO ISSO! TATU DO MATO! JACU! SUAS JECAS! COMO � QUE FORAM PARAR EM FLORIPA?? V�O TER QUE FICAR A�! AT� FLORIPA EU N�O VOU! AMANH� VOC�S D�O UM JEITO E VOLTAM PRA C�.
- � mentira, Andy...

Meia hora depois chega ela na rodovi�ria, quase 4 horas da manh�, fazendo esc�ndalo. Foi um �timo in�cio de carnaval. Bom press�gio para o melhor carnaval que j� passei.

Siga a luz...

Personagens
M�e - a m�e.
Professor de Deus - tio deportado da Austr�lia por acusa��es de relacionamentos n�o-ortodoxos com cangurus, coalas e mandiocas, e que possui um amplo e irrestrito conhecimento sobre todos os assuntos do universo (mesmo os que ainda n�o foram descobertos).
Eu - eu mesma.
Paula, a irm� - a irm� chamada Paula.

M�e: - N�o sei o que aconteceu. Essa mandioca � muito ruim. Cozinhei por n�o sei quantas horas e ela continua dura! N�o d� pra comer.
Professor de Deus: - Da pr�xima vez sabe o que voc� faz? Joga ela em �gua com gelo, assim que tirar da panela, que ela amolece logo.
M�e: - �... precisa dar um susto nela.
Professor de Deus: -Ou melhor! Coloca a Marcela em frente � panela. Assim que a mandioca a vir, leva um susto grande e amolece na hora!
Eu: - Imagine ent�o o que a mandioca n�o pensaria se voc� ficasse em frente � panela (falando com o professor de deus). Com essa careca reluzente ela acharia que tinha morrido. "Caminhe em dire��o � luz, mandioca! Siga a luz..."
Paula, a irm�: - Fazia tempo que o nosso almo�o n�o era t�o animado.

26.2.04

Estabilidade...

... aqui vou eu!

N�O SEREI MAIS DEMITIDA!

ONDE EST� O WALLY?

Hor�rio de almo�o e n�o consigo ingerir nada (al�m de cigarros).
Estou ainda no meu est�gio probat�rio e sumiu um processo que eu encaminhei.
Era uma RDE, que foi mandada para a GIFUG MANTER (n�o para a GIFUG ARRECADA��O, caso pensem o contr�rio). Retornaram o processo, que n�o chegou. Ou se chegou, deve ter dado uma passeadinha, porque l� n�o est�. Como eu encaminhei, tenho que achar o maldito.
Onde estar� o processo?
Algu�m viu?
Ser� que perderei meu emprego por isso?
"Se vire e ache", foi o que me falaram.
"Se n�o achar, bata o p� que n�o mandaram".

Oh, e agora quem poder� me defender?

25.2.04

Prato do dia: tainha cozida

- Junte uma tainha no litoral e deixe de descansando por algumas horas na �gua do mar. N�o esque�a do Hanz, o ga�cho (sem ele a tainha n�o existiria);
- Cozinhe-a em banho-maria com muita caipira, cerveja e demais apetrechos alco�licos;
- Nunca a banhe em Bacardi. A tainha se transforma em couve-flor.

Vocabul�rio amplo

As duas coisas que mais falei nesse carnaval:
"Para caralho" e "To entupida. Comi demais."

� � � �

Se voc� fosse sincera
� � � �, Aurora
Veja s� que bom que era
� � � �, Aurora

Levantou poeira

Em clima de carnaval ainda (recuso-me a aceitar que voltei pra Curitiba), percebo que sou um ser em constante evolu��o.
N�o, n�o sou perfeita, ao contr�rio do que muitos podem pensar. Ainda estou evoluindo. Lenta e gradativamente, mas evoluindo. E revendo conceitos.
Sempre odiei carnaval. Tamb�m n�o suportava praias.
Admito, no entanto, que ter ido pro litoral de Santa Catarina nesse carnaval foi uma das melhores experi�ncias dos �ltimos anos. Est� entre os 10 mais.
Ficar numa casa com mais 22 pessoas maravilhosas (e outras 2 destoantes) me fez rever o meu ponto de vista.
A amea�a de chamarem a pol�cia, a m�sica da Ivete Sangalo (poeiraaa) tocando 532 vezes por dia, o banho de lama, a falta d'�gua durante praticamente toda a nossa estada, os banhos frios ao relento, as noites intermin�veis, as festas que aconteceram (e tamb�m as que n�o aconteceram), os velhinhos do pr�dio da frente que nos tinham como divers�o principal das tardes, o Hanz (batizado pela Thais) cantando loucamente no mar, o Fedor e sua mesa de cabeceira, a Linda com seus acessos de limpeza... (pausa para respirar) enfim, tudo inesquec�vel.

Cantei insistentemente as marchinhas de carnaval e a m�sica da Ivete Sangalo, mas que isso n�o se espalhe. Ainda amo o Chico Buarque. S� acho que ele n�o era muito do clima do carnaval.

Mais dif�cil que voltar est� sendo controlar a minha boca. 4 dias inteiros falando palavr�es. Espero n�o xingar nenhum cliente essa semana. Ainda bem que ela ser� curta.



20.2.04

Recomenda��es de m�

Thais, conversando com sua m�e pela internet (era digital), pouco tempo antes de embarcarmos para o carnaval.

A m�e dela:
- N�o fume, n�o beba e fique longe da Marcela.

E eu que achava que ela me amava...

Abaixo ao consumismo

Carnaval. �poca odiosa.

Praia. Lugar odioso.

Comprar biquinis. Programa maldito!

Perdi minha hora de almo�o para procurar o maldito biquini. Estava procurando pela beleza, reparando nos acess�rios.
N�o achei nada. N�o almocei, nem achei um biquini sequer que me servisse.
Depois do trabalho sa� novamente na maratona. Desfilei todo o cal�ad�o da XV � procura do maldito. Bati perna, entrei de loja em loja, e nada!
Duas horas e meia depois, quando eu j� tinha desistido de achar um biquini bonito e me preocupava apenas em achar algo que me servisse e que ficasse razoavelmente bom em mim (porque querer que ficasse perfeito seria demais), achei um mai�, azul (que n�o combina com as minhas havaianas cor-de-rosa que comprei para ir � praia). Foi o �nico que deu certo.

ODEIO FAZER COMPRAS. ODEIO MAIS AINDA FAZER COMPRAS EM CURITIBA. E AINDA MAIS EM V�SPERA DE CARNAVAL.

Meu sonho � viver apenas com minhas havaianas cor-de-rosa, minha cal�a rasgada e minha blusa do Bob Esponja.

Nunca mais fa�o compras.

18.2.04

Est�mago de a�

Piter era um menino normal.
Na sua inf�ncia, comia uma bandeja inteira de danoninhos, mas sua m�e sempre pensava: "� coisa de crian�a, est� em fase de crescimento."

Na adolesc�ncia come�ou a desenvolver perebas pelo corpo decorrentes de sua m� alimenta��o.

Agora, na fase adulta, desenvolveu uma incr�vel capacidade de metabolizar p�es. Sua �ltima fa�anha foi comer 10 p�es, 5 hamburgueres e, especula-se, 7 fatias de queijo. Acompanhados de 5 fatias de tomate, claro, para fazer da refei��o algo balanceado.
Ele est� de regime. Pobre Pit�o. Nesse ritmo, espero que ag�ente e n�o desmaie de fome.

Nova inquilina

O apartamento virou um albergue.
Seres de todas as ra�as, esp�cies, g�neros e fam�lias resolveram se instalar aqui. E n�o se importam em pedir a nossa permiss�o.

Primeiro vieram o Piter e o Paulo Bod�o do Handebol. Este, um exemplar original dos caprinos.
Hoje recebemos uma nova inquilina. A barata. Sua for�a de vontade foi tanta que, para desfrutar de nossa hospitalidade, voou quatro andares para pousar no meu apartamento.
Meio atordoada com a viagem, debateu-se contra a parede at� que caiu no ch�o.
Com medo de perderem a mordomia, Piter e Paulo Bod�o puseram-se a arrastar os m�veis da sala numa tentativa infeliz de colocar fim � vida da Dona Barata (10 X 0 para a cole�ptera).

Agora ela sumiu. Deve estar escondida sob o sof�, armando um compl� para retribuir a grosseria aos seus colegas de sala, durante a madrugada.
Vou trancar a porta do meu quarto. Tenho medo de barata. Mais ainda de barata vingativa.

17.2.04

Pit�o e Paulo Bod�o do Handebol

S�o os sem-teto que eu e a Michelle fizemos a boa a��o de abrigar.
Eles nos levam refrigerante no quarto, desentopem a pia da cozinha, compram sorvete �s dez da noite.

Dormem na sala, dividem dois colch�es. S�o o casal mais fofo do momento e meus novos colegas da Caixa Econ�mica, apesar de estarem trabalhando um pouco al�m da pqp.

Enquanto trabalham e desfrutam de toda a nossa hospitalidade (deles), procuram um apartamento onde morar. N�o s�o muito exigentes, mas de uma coisa n�o abrem m�o: o apartamento precisa ter box no banheiro.

O meu banheiro pode at� n�o ter box e alagar. Mas pelo menos eu n�o estou de favor na casa de ningu�m.

Quebra de valores

Alguns se mudam pensando em conforto.
Olham os im�veis olhando o piso, a pia da cozinha, o estado da pintura.

Tudo o que eu mais queria no momento era um banheiro com box. Algo que n�o alagasse toda vez que algum ser toma banho e que n�o entupisse com uns poucos fios de cabelo que insistem em cair em decorr�ncia do stress cotidiano.

16.2.04

Culpa do sistema

Estava pensando sobre o que a Amira me falou.
No come�o fiquei chateada. Indignada. Mas agora, pensando melhor, vejo que nada mais � do que um reflexo da sociedade onde vivemos.
Ou as mulheres de hoje em dia s�o totalmente despeitadas (tudas) - em ambos os sentidos- ou estou muito enganada.
Parece que o normal, hoje, � todas colocarem silicone. As que n�o colocam ficam marginalizadas. Aquelas que dizem que n�o colocaram s�o taxadas de anormais, ou de privilegiadas pela natureza. Mas sempre s�o motivo de desconfian�a. Uma vozinha fica soprando no ouvido das desprovidas "� mentira! Claro que ela colocou silicone!".
Parece que a classe feminina foi resumida a dois pequenos grupos: aquelas que colocaram pr�tese e as que n�o assumem.
Posso at� estar cuspindo pro alto, mas n�o faria uma cirurgia por uma mera conven��o machista da sociedade. Nunca tive problema de escassez, mas acho que, nesse caso, estaria a contento qualquer tamanho.
N�o consigo conceber que sejamos classificadas de acordo com o tamanho do nosso suti�.
Al�m do mais, peitos muito grandes podem causar problemas na coluna. Que o diga a Feiticeira. E os carros fabricados atualmente j� v�m com airbag embutido. Airbag duplo � exagero.

Turbinada

Estava prestes a sair da ag�ncia, quando fui me despedir da Amira, uma de minhas gerentes.
- Nossa, Marcela, como voc� fica bem de vermelho!
- Obrigada, Amira.
Noto, ent�o, que ela p�s-se a olhar para uma certa regi�o do meu corpo.
- Voc� colocou silicone?
- Amira, que absurdo!!! Claro que n�o!
- S�o de verdade mesmo?
- Mas � claro! Eu nunca pagaria pra aumentar meus seios! Se tivesse pouco, ficariam desse jeito mesmo! Mas que horror! Que desconfian�a!!
- N�o colocou mesmo?

(N�o sei o porqu�, mas ela insistiu que eu tinha colocado pr�tese. Comecei a me sentir uma anormal.)
- Claro que n�o! Eu j� falei que n�o, oras!
- Puxa, que sorte a tua. Economizou uns cinco mil reais em pl�stica. S� vai precisar fazer daqui a alguns anos (alguns??) pra levantar eles. Sabe, n�, a gravidade...
- �... � s� dar uma repuxada que fica tudo certo.
- Ou colocar um suti� de ferro. N�o tem o que derrube.

15.2.04

Num lindo mundo da imagina��o...

Em frente ao banco onde trabalho existe um restaurante.
A comida � deliciosa, o ambiente, agrad�vel. Mas n�o ponho mais meus p�s l�.
Os gar�ons s�o simp�ticos demais.

Simpatia excessiva, a ponto de irritar. Eles sorriem demais, parece que est�o constantemente drogados e vivem num mundo paralelo.
Eu n�o quero gar�ons assim! Quero que me perguntem se quero alguma coisa, e se eu n�o quiser, n�o quero nenhum sorriso amarelo! Vou ao restaurante pra comer, n�o para me irritar.

Eu sempre falei desse lugar pra Thais e pra Tahyana, at� que as levei pra conferirem pessoalmente.
Por azar, naquele dia eles agiram como seres humanos normais, que trabalham pra ganhar dinheiro, e n�o pra fazer a vida dos outros mais colorida. (como diz a Jana�na, se trabalho fosse algo bom, n�o te pagavam pra isso)

E eu fiquei como mentirosa. Malditos gar�ons!

Boca suja

- Marcela, voc� fala palavr�es demais!!
- Bom, Fernando. Eu estou na minha casa, passo a semana inteira trabalhando no banco. Tenho que me segurar pra n�o falar nenhum palavr�o. Acho que tenho o direito de falar aqui!

pau no cu do caralho mesmo. Humpft!
H� poucos dias, a Karine (cujo nome � cheio de "y" e "i") veio na minha casa. Lavou toda a lou�a que se encontrava empilhada sobre a pia. Sentou-se no sof� que est� em estado ca�tico. S� n�o varreu a casa, nem limpou o banheiro, por falta de tempo.

Ontem ela me convidou para ir na sua casa. Churrasco foi o pretexto.
N�o lavei lou�a nenhuma, comi uma carne muito gostosa, bebi um drink delicioso que ela preparou. A conversa estava �tima e a casa, limpa. Por fim ainda assistimos a um filme, deitadas num sof� extremamente confort�vel.

EU SOU UM MONSTRO!

Nada dura para sempre

Limpei ontem a casa e tudo j� est� uma zona!!!
Comprei papel higi�nico h� menos de um m�s, e j� acabou!
A comida n�o dura mais do que dois dias na geladeira.
Estou sem dinheiro na minha conta!
Desconfio ter contra�do dengue via e-mail.

Ai que vida dura, minhanossasenhora