23.4.04

Regi�o metropolitana

Definitivamente n�o posso ir ao mercado sozinha. Insisto em pegar uma cesta, ao inv�s de um carrinho, e sempre saio carregada, catando as coisas que caem pelo caminho...
Sinto um prazer inexplic�vel indo ao mercado. Meu objetivo pode ser apenas uma caixa de f�sforos, mas passeio tranquilamente por todas as fileiras. E dificilmente saio s� com os f�sforos...
Hoje fui novamente. E novamente peguei a cestinha. E novamente andei equilibrando as compras. Incr�vel como cabe coisa naquela cesta!
O terror � ter que voltar pra casa. T� certo que moro a uma quadra do mercado, mas carregar sozinha 510 sacolas n�o � pra qualquer um (ainda mais quando paro numa lanchonete no caminho para comprar cigarro, tendo que equilibrar as 510 sacolas numa m�o s� para contar as moedas de dentro da bolsa...).
Ao chegar na porta do pr�dio, uma surpresa: um ser sorridente me recepcionou. Estava parado do lado de fora do pr�dio, tocando o interfone e me cumprimentou com um sorriso no rosto e um "ol�" amig�vel.
Pensei: esse, com certeza, n�o � curitibano...
Mas nem tudo s�o rosas. Mesmo vendo a situa��o tr�gica em que eu me encontrava, equilibrando as sacolas numa s� m�o (enquanto eu ainda tinha tend�es que funcionavam), ele ficou parado com o mesmo sorriso no rosto. Nem um esbo�o de uma poss�vel ajuda. Nem um "quer que eu abra a porta pra voc�?". NADA!
Conclu�: curitibano ele n�o �. Deve ser da regi�o metropolitana...

21.4.04

Meu computador tem vontade pr�pria, e � temperamental. Reinicia quando bem entende, sem autoriza��o pr�via.
Minha gata tem crise de identidade. Tem cara de coruja, senta como um coelho, tenta escalar paredes como uma lagartixa e age como um cachorro.
Ser� que sou eu, ou as coisas ao meu redor realmente n�o funcionam como deveriam?
Vivo cercada de pessoas que tomam remedinho pra cabe�a. E mesmo assim, tem quem me considere a pior de todas. Vai ver, � porque eu n�o tomo. Quem sabe se eu come�asse a tomar, n�o teria que ouvir coment�rios como o da guria que mora com uma amiga minha
"Todas as tuas amigas s�o anormais! Todas tomam rem�dio pra cabe�a, e a �nica que n�o toma (eu, no caso) � desequilibrada!"
Ou ent�o, constata��es como a da Thais, que disse que s� tomando rem�dio pra me aguentar.

N�o estou em crise. S� fazendo uma an�lise do meu dia-a-dia. Pode at� soar estranho, mas eu me sinto bem com tudo isso.
�... acho que vou me consultar.

20.4.04

Corrente bloguista

Copiei do blog Proclames da Alma, que achou no blog do Nishi, que viu no Repolh�polis, no Megazona,e no Cris Dias...

1) Pegue o livro mais pr�ximo de voc�;
2) Abra o livro na p�gina 23;
3) Ache a quinta frase;
4) Poste o texto em seu blog junto com estas instru��es.

O livro estava no banheiro. Aqui vai:

"Se a crian�a � mesmo o pai do homem, ent�o estamos bem servidos, porque menino e doido � a mesma coisa."
DEIXA O ALFREDO FALAR, Fernando Sabino, Ed. Record, 1976.

17.4.04

Respostas alternativas

- Voc� sabe jogar bocha?
- N�o, sou de Guarapuava.

- Voc� � pelega?
- N�o, sou uma fada.


Coincidentemente todas foram dadas � mesma pessoa.
O mundo anda privado de di�logo. E � isso o que acontece quando tentamos dar in�cio a um.
O mais dif�cil de crescer � perceber que toda a��o tem sua consequ�ncia.
E que a gente machuca, sim, as pessoas...

14.4.04

As sem-raz�es do amor

Eu te amo porque te amo.
N�o precisas ser amante,
e nem sempre sabes s�-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor � estado de gra�a
e com amor n�o se paga.

Amor � dado de gra�a,
� semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicion�rios
e a regulamentos v�rios.

Eu te amo porque n�o amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor n�o se troca,
n�o se conjuga nem se ama.
Porque amor � amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor � primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade
Estou amando.

12.4.04

CONVERSA ENTRE PAI E FILHO, ANTES DE ADORMECER, NUMA CIDADE NORTE-AMERICANA

recebido por e-mail

Filho: Pai, porque � que tivemos que atacar o Iraque?
Pai: Porque eles tinham armas de destrui��o em massa, filho.
F: Mas os inspetores n�o encontraram nenhuma arma de destrui��o em massa.
P: Isso � porque os iraquianos as esconderam.
F: E porque � que n�s invadimos o Iraque?
P: Bom, as invas�es funcionam sempre melhor que as inspe��es.
F: Mas depois de os termos invadido, ainda n�o encontramos nenhuma arma...
P: Isso � porque as armas est�o muito bem escondidas. Mas haveremos de encontrar alguma coisa, provavelmente antes mesmo das pr�ximas elei��es.
F: Para que � que o Iraque queria todas aquelas armas de destrui��o em massa?
P: Para as usar numa guerra, claro.
F: Estou confuso. Se eles tinham todas essas armas e planejavam us�-las numa guerra, ent�o porque � que n�o usaram nenhuma quando os atacamos?
P: Bem, obviamente n�o queriam que ningu�m soubesse que eles tinham aquelas armas, por isso eles escolheram morrer aos milhares em vez de se defenderem.
F: Isso n�o faz sentido. Porque � que eles haveriam de escolher morrer se tinham todas aquelas armas poderosas para lutar contra n�s?
P: � uma cultura diferente. N�o � necess�rio fazer sentido.
F: Pai, n�o sei o que � que voc� acha, mas n�o me parece que eles tivessem quaisquer daquelas armas que o nosso governo dizia que eles tinham.
P: Bem, n�o interessa se eles tinham ou n�o aquelas armas. De qualquer modo n�s t�nhamos outra boa raz�o para os invadir.
F: E qual era?
P: Mesmo que o Iraque n�o tivesse armas de destrui��o em massa, Saddam Hussein era um cruel ditador, o que � outra boa raz�o para invadir um pa�s.
F: Porqu�? O que � que um ditador cruel faz para que seja correto invadir o seu pa�s?
P: Bom, pelo menos uma coisa, ele torturava o seu pr�prio povo.
F: Assim como fazem na China?
P: N�o compare a China com o Iraque. A China � um bom parceiro econ�mico, onde milh�es de pessoas trabalham por sal�rios de mis�ria, em condi��es miser�veis, para tornar as empresas norte-americanas mais ricas.
F: Ent�o, se um pa�s deixa que o seu povo seja explorado para o lucro das empresas americanas, � um bom pa�s, mesmo se esse pa�s tortura o povo?
P: Certo.
F: Porque � que o povo no Iraque era torturado?
P: Por crimes pol�ticos, principalmente, como criticar o governo. As pessoas que criticavam o governo no Iraque eram presas e torturadas.
F: N�o � isso o que tamb�m acontece na China?
P: J� disse, a China � diferente.
F: Qual � a diferen�a entre a China e o Iraque?
P: Bom, ao menos por uma coisa: o Iraque era governado pelo partido Baas enquanto que a China � comunista.
F: Voc� n�o tinha dito uma vez que os comunistas eram maus?
P: N�o, s� os comunistas cubanos s�o maus.
F: Porque � que os comunistas cubanos s�o maus?
P: Porque as pessoas que criticam o governo em Cuba s�o presas e torturadas.
F: Como no Iraque?
P: Exatamente.
F: E como na China, tamb�m?
P: J� disse, a China � um bom parceiro econ�mico. Cuba, por outro lado, n�o �.
F: Porque � que Cuba n�o � um bom parceiro econ�mico?
P: No in�cio dos anos 60, o nosso governo fez umas leis tornando ilegal o com�rcio com Cuba at� que eles deixassem de ser comunistas e come�assem a ser capitalistas como n�s.
F: Mas se n�s acab�ssemos com essas leis, abr�ssemos o com�rcio com Cuba, e come��ssemos a fazer neg�cios com eles, isso n�o ajudaria os cubanos a tornarem-se capitalistas?
P: N�o se fa�a de esperto!
F: Eu acho que n�o sou.
P: Bom, de qualquer modo, tamb�m n�o h� liberdade de religi�o em Cuba.
F: Assim como na China?
P: J� disse, deixa de falar mal da China. De qualquer maneira, Saddam Hussein chegou ao poder atrav�s de um golpe militar, por isso ele n�o era realmente um l�der leg�timo.
F: O que � um golpe militar?
P: � quando um general toma o poder pela for�a, em vez de elei��es livres como n�s temos nos Estados Unidos.
F: O l�der do Paquist�o n�o chegou ao poder atrav�s de um golpe militar?
P: Ah, sim, foi; mas o Paquist�o � nosso amigo.
F: Como � que o Paquist�o � nosso amigo se o seu l�der � ileg�timo?
P: Eu nunca disse que o general Pervez Musharraf era ileg�timo.
F: Mas voc� acabou de dizer que um general que chega ao poder pela for�a, derrubando o governo leg�timo de uma na��o, � um l�der ileg�timo!
P: S� Saddam Hussein. Pervez Musharraf � nosso amigo, porque ele nos ajudou a invadir o Afeganist�o.
F: E porque � que n�s invadimos o Afeganist�o?
P: Por causa do que eles nos fizeram no 11 de setembro.
F: O que � que o Afeganist�o nos fez no 11 de setembro?
P: Bem, em 11 de Setembro de 2001, dezenove homens, quinze dos quais da Ar�bia Saudita, desviaram quatro avi�es e lan�aram tr�s contra edif�cios, matando mais de 3.000 norte-americanos.
F: E onde � que o Afeganist�o entra nisso tudo?
P: O Afeganist�o foi onde esses homens maus foram treinados, sob o regime opressivo dos Talib�s.
F: Os Talib�s n�o s�o aqueles maus radicais isl�micos que cortam as cabe�as e as m�os das pessoas?
P: Sim, s�o esses. N�o s� cortavam as cabe�as e as m�os das pessoas, como tamb�m oprimiam as mulheres.
F: Mas o governo Bush n�o deu aos Talib�s mais de US$ 40.000.000,00 em maio de 2001?
P: Sim, mas esse dinheiro foi uma recompensa porque eles fizeram um bom trabalho na luta contra as drogas.
F: Na luta contra as drogas?
P: Sim, os Talib�s ajudaram a impedir as pessoas de cultivarem papoulas de �pio.
F: Como � que eles fizeram t�o bom trabalho?
P: � simples. Se as pessoas fossem apanhadas cultivando papoulas de �pio, os Talib�s cortavam-lhes as m�os e as cabe�as.
F: Ent�o, quando os Talib�s cortavam as cabe�as e as m�os das pessoas que cultivavam flores, isso estava certo, mas n�o se eles cortavam as cabe�as e as m�os por outras raz�es?
P: Bom, n�s achamos que � certo os radicais fundamentalistas isl�micos cortarem as m�os das pessoas por cultivarem flores, mas achamos cruel que eles cortem as m�os das pessoas por roubarem p�o.
F: Mas na Ar�bia Saudita eles tamb�m n�o cortam as m�os e as cabe�as das pessoas?
P: Isso � diferente. O Afeganist�o era governado por um patriarcado tir�nico que oprimia as mulheres e as obrigava a usar burcas sempre que elas estivessem em p�blico, e as que n�o cumprissem tal ordem eram condenadas � morte por apedrejamento.
F: Mas as mulheres na Ar�bia Saudita n�o t�m tamb�m que usar burcas em p�blico?
P: N�o, as mulheres sauditas simplesmente usam uma vestimenta isl�mica tradicional.
F: Qual � a diferen�a?
P: A vestimenta isl�mica tradicional usada pelas mulheres sauditas � uma roupa modesta, mas em moda, que cobre todo o corpo da mulher,exceto os olhos e os dedos. A burca das afeg�s, por outro lado, � um instrumento maligno da opress�o patriarcal que cobre todo o corpo da mulher, exceto os olhos e os dedos.
F: Parece-me a mesma coisa com um nome diferente.
P: Voc� n�o vai querer comparar o Afeganist�o com a Ar�bia Saudita. Os sauditas s�o nossos amigos.
F: Mas voc� n�o disse que 15 dos 19 piratas do ar do 11 de setembro eram da Ar�bia Saudita?
P: Sim, mas foram treinados no Afeganist�o.
F: Quem � que os treinou?
P: Um homem chamado Osama Bin Laden.
F: Ele era do Afeganist�o?
P: Ah, n�o, ele era tamb�m da Ar�bia Saudita. Mas era um homem mau,um homem muito mau.
F: Se bem me lembro, ele j� tinha sido nosso amigo.
P: S� quando n�s o ajudamos e aos mujahadin a repelir a invas�o sovi�tica do Afeganist�o nos anos 80.
F: Quem s�o os sovi�ticos? N�o eram do Imp�rio do Mal, comunista, que Ronald Reagan falava?
P: J� n�o h� sovi�ticos. A Uni�o Sovi�tica acabou por volta de 1990, e agora eles t�m elei��es e capitalismo como n�s. Agora os chamamos de russos.
F: Ent�o os sovi�ticos, quero dizer, os russos, agora s�o nossos amigos?
P: Mais ou menos. Eles foram nossos amigos durante uns anos, quando deixaram de ser sovi�ticos, mas depois decidiram n�o nos apoiar na invas�o do Iraque, por isso agora estamos aborrecidos com eles. Tamb�m estamos aborrecidos com os franceses e com os alem�es porque eles tamb�m n�o nos ajudaram a invadir o Iraque.
F: Ent�o os franceses e os alem�es tamb�m s�o maus?
P: N�o completamente, mas suficientemente maus para termos mudado o nome das French Fries (batatas fritas) e das French Toasts para Freedom Fries (batatas da liberdade) e Freedom Toasts.
F: O Iraque n�o foi um dos nossos amigos nos anos 80?
P: Sim, durante algum tempo.
F: Saddam Hussein n�o era ent�o o l�der do Iraque?
P: Sim, mas nessa altura ele estava em guerra contra o Ir�, o que fazia dele nosso amigo.
F: Porque � que isso fez dele nosso amigo?
P: Porque naquela altura o Ir� era nosso inimigo.
F: Isso n�o foi quando ele lan�ou g�s contra os curdos?
P: Sim, mas como ele estava em guerra contra o Ir�, n�s faz�amos de conta que n�o v�amos, para lhe mostrar que �ramos seus amigos.
F: Ent�o, quem lutar contra um dos nossos inimigos torna-se automaticamente nosso amigo?
P: A maior parte das vezes sim.
F: E quando algu�m luta contra um dos nossos amigos torna-se automaticamente nosso inimigo?
P: �s vezes isso � verdade. Por�m, se as empresas americanas puderem lucrar vendendo armas para ambos os lados, ao mesmo tempo, tanto melhor.
F: Porqu�?
P: Porque a guerra � boa para a economia, o que significa que a guerra � boa para a Am�rica. Al�m disso, j� que Deus est� do lado da Am�rica, quem se op�e � guerra � um ateu, anti-americano, comunista. Percebes agora porque � que atacamos o Iraque?
F: Acho que sim. N�s atacamos porque era a vontade de Deus, certo?
P: Sim.
F: Mas como � que n�s sab�amos que Deus queria que atac�ssemos o Iraque?
P: Bem, Deus fala pessoalmente com George W. Bush e lhe diz o que fazer.
F: Ent�o, basicamente, voc� est� dizendo que atacamos o Iraque porque George W. Bush ouve vozes na cabe�a?
P: Isso mesmo! Finalmente voc� percebeu como o mundo funciona. Agora fecha os olhos e dorme.

10.4.04

Desde pequena a Tarsila foi educada rigidamente. Sua personalidade foi moldada em rigorosos padr�es.
Sua alimenta��o era cuidadosamente balanceada.
Bastou eu vir pra Ponta Grossa para estragarem tudo o que fiz at� hoje! Minha m�e dando p�ozinho na boca, meu irm�o oferecendo petisco de presunto.
Ai, como ser m�e � dif�cil!

8.4.04

E vou pra Ponta Grossa.
Nunca achei que fosse sentir falta daquele lugar, daquela cidade, daquelas pessoas...
Estou pagando tudo o que falei de l�!
Vou, morrendo de vontade de ficar e sem pressa pra voltar. Mas volto.
Afinal, algu�m tem que trabalhar nessa casa!

6.4.04

Sa� de casa de blusa de l�, passando calor.
Torci o dia todo para que ligassem o ar condicionado nos 12 graus habituais (como costumam fazer quando vou de blusa curta), mas fui infeliz. N�o ligaram e passei calor.
Peguei �nibus, fui enganada pelo cobrador que me fez andar 15 quadras a p� at� chegar ao meu destino, passando calor.
Voltei � noite pra casa, quando finalmente esfriou.
Ainda bem que eu coloquei a blusa de l�

2.4.04

Nada melhor que uma barra de chocolate para aliviar a dor, desaparecer os problemas, amenizar as trag�dias, substituir o insubstitu�vel, e dar espinhas. � o pequeno pre�o que pagamos pelo para�so.

1.4.04

Hoje � tarde tive uma crise nervosa no trabalho.
Depois de passar a manh� atendendo aos aposentados que foram receber seus benef�cios tive c�imbra nas duas panturrilhas. Eu estava me sentindo um lixo humano e a ponto de desmaiar.
Foi quando apareceu a cliente.
Ela chegou com seu ar arrogante praticamente me chamando de incompetente. "N�o quero falar com voc�! Quero algu�m que saiba do que est� falando. Chama a gerente!"
Eu tinha certeza do que estava falando mas a maldita insistia em me subjulgar.
N�o aguentei. Come�amos a discutir e armei o maior barraco na ag�ncia. Foi gerente correndo pra me controlar, clientes colocando-se em volta pra pegar um �ngulo bom, at� que os seguran�as interferiram. Retiraram minhas m�os do cabelo dela e me levaram pra copa.
Depois disso, n�o lembro de mais nada. Chamaram um m�dico, pelo que fiquei sabendo, que me sedou, depois de eu t�-lo agredido (verbal e fisicamente).
Quando acordei todos do meu segmento estavam � minha volta. A ag�ncia j� tinha fechado.
Fui gentilmente convocada a procurar um psiquiatra e n�o comparecer ao trabalho at� a P�scoa. Serei avaliada, e se constatarem alguma anomalia, serei mandada embora.

Pelo menos arranquei algumas centenas de fios daquela loira oxigenada.
Acho que a m� fase passou.
N�o � que eu n�o me ame. Acho que me amo at� demais.
N�o � que eu me odeie. At� me acho queridinha e fofa.

Mas �s vezes at� eu n�o me aguento. Ningu�m � perfeito.