NÓS GATOS JÁ NASCEMOS POBRES
PORÉM JÁ NASCEMOS LIVRES
SENHOR, SENHORA, SENHORIO...
FELINO! NÃO RECONHECERÁS
29.12.04
16.12.04
Seu Hamilton
Hoje encerro triste esse dia de trabalho.
Por pura injustiça fizeram com que um dos seguranças fosse despedido.
Ele é aquele tipo de pessoa que, em poucos dias, conhece todo mundo, conversa com todos, e acaba desenvolvendo amizade. Os pequenos gestos como oferecer bolacha pra você, trazer jabuticaba de sua casa pra cada funcionário, até o desempenho competente com que exercia sua função, faziam-no não só aquela figura carismática, mas alguém digno de elogios de clientes manifestados por telefone (o que, convenhamos, pra um banco é muito raro.).
Muitas vezes, ao encerrar o meu trabalho, eu acabava o dia conversando com ele. Ficávamos meia, uma hora, divagando sobre tudo e sobre nada. Era aquela conversa simples, gostosa, de alguém que tem muito o que ensinar, e que me tratava com um carinho paternal.
Foi homenageado recentemente numa confraternização com a presença do supervisor. Uma pompa. Quanto humanismo!
E hoje, quando mais precisou, aqueles que o saudaram recentemente responderam ao seu apelo com um "não posso fazer nada".
Agora eu vou embora pra casa. Sem ter com quem brincar ao sair da agência. Sem dar risada, sem ouvir nenhuma história. Vou embora triste, e impotente, por não poder fazer nada contra tamanha injustiça.
Por pura injustiça fizeram com que um dos seguranças fosse despedido.
Ele é aquele tipo de pessoa que, em poucos dias, conhece todo mundo, conversa com todos, e acaba desenvolvendo amizade. Os pequenos gestos como oferecer bolacha pra você, trazer jabuticaba de sua casa pra cada funcionário, até o desempenho competente com que exercia sua função, faziam-no não só aquela figura carismática, mas alguém digno de elogios de clientes manifestados por telefone (o que, convenhamos, pra um banco é muito raro.).
Muitas vezes, ao encerrar o meu trabalho, eu acabava o dia conversando com ele. Ficávamos meia, uma hora, divagando sobre tudo e sobre nada. Era aquela conversa simples, gostosa, de alguém que tem muito o que ensinar, e que me tratava com um carinho paternal.
Foi homenageado recentemente numa confraternização com a presença do supervisor. Uma pompa. Quanto humanismo!
E hoje, quando mais precisou, aqueles que o saudaram recentemente responderam ao seu apelo com um "não posso fazer nada".
Agora eu vou embora pra casa. Sem ter com quem brincar ao sair da agência. Sem dar risada, sem ouvir nenhuma história. Vou embora triste, e impotente, por não poder fazer nada contra tamanha injustiça.
15.12.04
Mudei de casa, de cidade, de vida, de cachorro, de amores. Perdi alguns, outros ainda me aguentam. Mas ainda me restava a dignidade.
Então comecei a sair com um pessoal novo, diferente, mas muito animado. Amigos de uma super e querida amigona, a Michele Roxa. Fui a um churrasco, a alguns bares, festinhas. E a minha dignidade lá, firme comigo.
Sábado vou a um show do Falamansa.
Quando eu reencontrar minha dignidade, eu aviso.
Então comecei a sair com um pessoal novo, diferente, mas muito animado. Amigos de uma super e querida amigona, a Michele Roxa. Fui a um churrasco, a alguns bares, festinhas. E a minha dignidade lá, firme comigo.
Sábado vou a um show do Falamansa.
Quando eu reencontrar minha dignidade, eu aviso.
4.12.04
Acabei de sair do hospital. Nada de mais, apenas outro choque anafilático provocado por um inseto insignificante.
Estou acabada, detonada e com o braço e a bunda furados por injeções e soro.
Mas antes de tudo, queria agradecer a minha mãe, meu pai, a Michele, que me acompanhou até o fim, ao enfermeiro que não me deixou dormir no caminho ao hospital e ainda me carregou no colo, ao tiozinho que nos levou ao hospital, ao outro tiozinho que nos trouxe de volta pra Curitiba, ao médico que me tratou como se eu tivesse 3 anos, e a todos que se preocuparam comigo.
À enfermeira eu desejo que um dia precise de assistência médica e que seja tratada por uma cavalona como ela mesma.
É... ainda não foi dessa vez.
Estou acabada, detonada e com o braço e a bunda furados por injeções e soro.
Mas antes de tudo, queria agradecer a minha mãe, meu pai, a Michele, que me acompanhou até o fim, ao enfermeiro que não me deixou dormir no caminho ao hospital e ainda me carregou no colo, ao tiozinho que nos levou ao hospital, ao outro tiozinho que nos trouxe de volta pra Curitiba, ao médico que me tratou como se eu tivesse 3 anos, e a todos que se preocuparam comigo.
À enfermeira eu desejo que um dia precise de assistência médica e que seja tratada por uma cavalona como ela mesma.
É... ainda não foi dessa vez.
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