18.7.09

O segundo

Continuando a série traumas, lembrei recentemente do que seria, pelo menos dentre os que me lembro, o segundo trauma da minha vida.
Quando eu era pequena lá em Ponta Grossa, e estava, acredito eu, entre a segunda e a quarta série, aconteceu.
No colégio onde eu estudava existiam os jogos internos, só para alunos. Bem, eu ganhei alguma coisa, ou pelo menos fiquei em terceiro lugar, porque me lembro de estar em alguma espécie de palco recebendo a medalha.
Imaginem uma pessoa que sempre teve um cabeção. Sempre foi grande, meio desproporcional ao resto do corpo. E, na época, eu tinha um cabelão gigante. Sempre tive muito cabelo. Hoje em dia está curto, mas na época estava na metade das costas, inteiro.
Agora limpem a sua mente e imaginem um cabeção com um cabelão.
Quando foi a minha vez de receber a medalha, o professor, acho eu, que estava colocando a medalha em cada um, tentou fazer passar uma pela minha cabeça. Forçou um pouco, fez cara de sem graça e foi procurar uma com a corrente maior.
Todos riram, obviamente, e eu fiquei morrendo de vergonha, e ainda sentindo o peso do cabeção.
Na última sexta aconteceu algo que me fez repensar sobre como encaro esse "problema". Tem a ver com a superioridade feminina, a nossa habilidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo, o fato de sermos capazes de qualquer coisa, blá, blá, blá...
É a maneira como estou encarando os fatos agora.

9.7.09

O primeiro trauma

Eu tive um futuro promissor.
É o nome de uma comunidade do orkut. Recentemente fiz uma limpa geral e mantive apenas algumas poucas comunidades. Um dia me deparei com essa comunidade e não tive como não entrar. É, se é que isso existe, uma frase que me resume como pessoa.
Tudo começou com o primeiro trauma da minha vida.
Quando eu era pequena lá em Ponta Grossa e estava no jardim de infância, eu era muito bobinha. Demais. De verdade.
Eu e minhas coleguinhas sempre fugíamos da sala de aula. O detalhe é que íamos, toda vez, para o mesmo lugar. Era debaixo da mesa de uma diretora que adorávamos. E o que acontecia? Obviamente, quando percebiam a nossa falta, iam direto à mesa da diretora. E éramos pegas TODAS AS VEZES.
Eu não acho que escolas com jardim de infância pudessem ser tão cruéis no castigo! Aquele castigo moldou a minha personalidade. Foi o início do sarcasmo e daquela raivazinha que sinto de tempo em tempo, que reveza entre uma coisa e outra, ou alguém...
Eles nos deixavam horas e horas no berçário. Dentro dos berços.
Aquilo fez com que eu virasse essa pessoa amarga, cruel e sarcástica que sou hoje. Alguém que não tem limites nas palavras, beirando a maldade.

Pensando bem, não foi tão mal assim.