5.11.09

Concurso cultural 

O Érico é uma pessoa muito interessante de se conviver, como eu já relatei várias vezes. Tem idéias que vão desde a criação de "tangríados" em casa (não me perguntem exatamente o que é. Só sei que é o ser mais resistente da terra) até a construção de um abrigo nuclear, com direito a complexos desenhos feitos no Paint. Ultimamente ele tem procurado tangríados em troncos de árvores nas proximidades da nossa casa. Isso tudo sem falar de outras idéias sobre religiões e técnicas de dominação mundial que, para o meu próprio bem, não revelarei.

Enfim, hoje entrei num site sobre nomes, seus significados e origens.

Erico: Significa senhor absoluto e indica uma pessoa caridosa, embora cheia de ambição e de vontade de exercer domínio sobre os outros. Por isso, às vezes é visto como calculista. Mas no fundo é sensível e tem vocação para as artes.

Não preciso nem descrever a minha crise de riso. Só faltou a foto ao lado do nome.

Procuramos pelo nome da sua mãe e também da minha (que estou impedida de nomear pelo próprio Érico, que de agora em diante continuarei chamando de Érico para não revelar demais - conselho que recebi). Combinava muito com a personalidade delas. Como uma luva.

- E o teu nome, o que significa?

Falei que não era nada de mais, que não combinava em nada. Tive que ler. Concordamos meia boca com a parte sobre Marte.

Marcela: Feminino de Marcelo. Ela está sempre fazendo várias coisas ao mesmo tempo sem se perder. Versatilidade é o que não lhe falta e gosta de uma vida social bastante intensa. Do latim "proveniente de Marte".

Não sou a primeira dama do Japão, consigo me perder por meses até conhecer um local e adoro ficar em casa. Tirando o fato de ser realmente o feminino de Marcelo não sobrava mais nada. Vai ver essa é a fonte de todos os meus problemas. Quem sabe eu tenha alma de Joana ou de Helena presa neste corpo até então denominado Marcela!

Aceito sugestões. Quem conseguir desvendar o meu verdadeiro nome ganhará uma recompensa (divina, é claro).




18.7.09

O segundo 

Continuando a série traumas, lembrei recentemente do que seria, pelo menos dentre os que me lembro, o segundo trauma da minha vida.
Quando eu era pequena lá em Ponta Grossa, e estava, acredito eu, entre a segunda e a quarta série, aconteceu.
No colégio onde eu estudava existiam os jogos internos, só para alunos. Bem, eu ganhei alguma coisa, ou pelo menos fiquei em terceiro lugar, porque me lembro de estar em alguma espécie de palco recebendo a medalha.
Imaginem uma pessoa que sempre teve um cabeção. Sempre foi grande, meio desproporcional ao resto do corpo. E, na época, eu tinha um cabelão gigante. Sempre tive muito cabelo. Hoje em dia está curto, mas na época estava na metade das costas, inteiro.
Agora limpem a sua mente e imaginem um cabeção com um cabelão.
Quando foi a minha vez de receber a medalha, o professor, acho eu, que estava colocando a medalha em cada um, tentou fazer passar uma pela minha cabeça. Forçou um pouco, fez cara de sem graça e foi procurar uma com a corrente maior.
Todos riram, obviamente, e eu fiquei morrendo de vergonha, e ainda sentindo o peso do cabeção.
Na última sexta aconteceu algo que me fez repensar sobre como encaro esse "problema". Tem a ver com a superioridade feminina, a nossa habilidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo, o fato de sermos capazes de qualquer coisa, blá, blá, blá...
É a maneira como estou encarando os fatos agora.

9.7.09

O primeiro trauma 

Eu tive um futuro promissor.
É o nome de uma comunidade do orkut. Recentemente fiz uma limpa geral e mantive apenas algumas poucas comunidades. Um dia me deparei com essa comunidade e não tive como não entrar. É, se é que isso existe, uma frase que me resume como pessoa.
Tudo começou com o primeiro trauma da minha vida.
Quando eu era pequena lá em Ponta Grossa e estava no jardim de infância, eu era muito bobinha. Demais. De verdade.
Eu e minhas coleguinhas sempre fugíamos da sala de aula. O detalhe é que íamos, toda vez, para o mesmo lugar. Era debaixo da mesa de uma diretora que adorávamos. E o que acontecia? Obviamente, quando percebiam a nossa falta, iam direto à mesa da diretora. E éramos pegas TODAS AS VEZES.
Eu não acho que escolas com jardim de infância pudessem ser tão cruéis no castigo! Aquele castigo moldou a minha personalidade. Foi o início do sarcasmo e daquela raivazinha que sinto de tempo em tempo, que reveza entre uma coisa e outra, ou alguém...
Eles nos deixavam horas e horas no berçário. Dentro dos berços.
Aquilo fez com que eu virasse essa pessoa amarga, cruel e sarcástica que sou hoje. Alguém que não tem limites nas palavras, beirando a maldade.

Pensando bem, não foi tão mal assim.

26.6.09

História com fim 

Eu não me considero uma pessoa consumista. Não porque eu não admita algum vício secreto, mas porque realmente não sou. Não gosto muito de shoppings, cheios de pessoas se amontoando, mal educadas... E sim, sou anti-social - no bom e velho português que conheço.
Ocasionalmente, enfatizando que é ocasionalmente, eu me empolgo com algumas coisas. Adoro utensílios domésticos e eletrônicos. Quando compro algum acabo entusiasmada num certo grau elevado. Chego em casa e leio todos os manuais! Adoro ler manuais!
Bom, de um tempo pra cá tenho desenvolvido um gosto por calçados.
Sinceramente não sei que milagre magnífico a indústria de calçados alcançou, mas conseguiram me conquistar. Estou apaixonada por sapatos! E agora tenho preferido alguns de salto. São tão confortáveis!! Tão diferentes dos que eu lembrava...
Resumindo: comprei 2 pares hoje. E um deles é tão lindo, mas tão lindo, tão tão tão lindo, que fico orgulhosa de mim mesma por tê-lo comprado.
Tão, tão lindo que já mostrei e provei umas três ou quatro vezes para o Érico admirar. E ele, sempre sarcástico comenta: Realmente é perfeito. Muito bonito mesmo. Sim, concordo, é maravilhoso.
- Não é mesmo?
Eu concordei na hora e ainda disse que o usaria para trabalhar na segunda. Se bem que agora, pensando melhor, não sei não. Provavelmente meus pés congelarão se o tempo não mudar.
Ele então sugeriu que eu não usasse o sapato, mas que mandasse emoldurá-lo e pendurasse em alguma parede de enfeite, porque o sapato é realmente maravilhoso.

Quando aconteceu eu achei interessante para escrever no blog. Fui escrevendo, lembrando, e finalmente terminei. Comecei a reler para achar evenuais probleminhas, fui lendo, lendo, e não achei nem um pouco interessante. Como perdi uns 10 minutos da minha vida escrevendo, que não tenho mais como recuperar, e tenho vergonha de colocar o fim - é realmente sem graça - vou publicar assim mesmo. De bônus, o calçado.

FIM.

13.6.09

Aprendendo a incentivar 

Estávamos conversando enquanto jogávamos pôquer online e discutíamos para que lado a nossa caminhada iria logo mais.
E então surgiu o assunto "parar de fumar".
Ele me perguntou: Você acha que vai conseguir parar de fumar sem tomar nenhum remédio?
Eu respondi que achava que sim. Vou tentar parar de vez. Acho que consigo.
Ele pensou, pensou, e disse: É... eu acho que não consigo parar de uma vez só.
Sabem aqueles momentos em que a verdade absoluta vem à tona? Todo mundo sabe a resposta. É óbvia! Está estampada bem ali! Mas, como toda verdade absoluta, nunca deve ser pronunciada.
E eu? Pronunciei!
- É, eu também acho! Você não consegue mesmo!
Ele é do tipo que, se fica sem cigarro à meia-noite, sai no frio ou na chuva para comprar uma carteira! Eu fico sem fumar por bons tempos. Fico semanas, às vezes, fumando só alguns poucos cigarros. Ele não consegue. Mas ainda que a verdade estivesse ao meu lado, fiquei com remorso depois de ver a reação dele.
- Poxa, em vez de me incentivar falando "Você é forte, é claro que consegue!", fica sendo negativa. Eu não disse que você era negativa?
Comecei a rir. Um pouco de nervosismo, um pouco pela situação. Era verdade, oras!
Acho que esse é o dilema de toda companheira. A mentira para fazer o outro feliz. A negação total da situação! É como fingir não ver estampada a "verdade absoluta"!
Para que lado eu iria? Deveria considerar a tradição e mentir pelo outro? Ou revelar, enfim, a verdade absoluta?
Respondi:
- Desculpa. Parece horrível o que falei. Só que eu só falei a verdade...
- Viu? Eu não disse? Não acredito que você fez DE NOVO!


7.6.09

Só me restaram o humor negro e a piadinha de mau gosto.

6.6.09

Epitáfio 

Junho de 2007 - avô paterno.
Junho de 2008 - pai.
Junho de 2009 - avô materno.

Estou tentando achar o padrão para me preparar para o ano que vem.
Todos já eram avôs, mas também eram pais, logicamente. Todos tinham relação sanguínea comigo, mas também com meus irmãos.

Pensando bem, todos os homens responsáveis pela minha existência já se foram. Não há no mundo nenhum homem vivo que tenha alguma responsabilidade pela minha existência. Talvez seja exatamente esta a resposta. A eliminação começou com os progenitores e a exterminação total está próxima.

Se for mantido o padrão "homem/pai", o próximo da lista é o meu irmão. Já avisei pra que faça um seguro de vida. Ninguém pode alegar surpresa.

Se o negócio for comigo, só espero que seja rápido e indolor. Sem mais exigências. O enterro, gostaria que fosse em Fernando de Noronha. Todos estão previamente convidados. Data e horário a confirmar. Na lápide, além das informações obrigatórias, os dizeres "enterrada viva" - tirei a idéia de algum programa. Acho que não dá pra exigir pagamento de direitos autorais de um defunto.

28.5.09

Assisti Orgulho e Preconceito.
Esse filme me deixa feliz!

Há um ano atrás eu te vi pela última vez com os olhos abertos, comendo o último pedaço de chocolate, sem saber - acho eu - do que estava pra acontecer.
Há um ano atrás você me perguntou como era ser aposentado, como se achasse que eu fosse outra pessoa. Foi a única vez que senti que não me reconhecia.
Todos os dias eu tinha certeza que você sabia quem eu era. Mas a cada dia que passava eu sabia menos de mim mesma.
Eu não sinto tanto a tua falta porque sinto constantemente a tua presença. A lembrança da tua presença, a vontade da tua presença.
Hoje voltou aquela dor que me faz sentir como se eu pudesse parar de respirar. Talvez doa justamente porque paro, ou é simplesmente uma daquelas coisas que a gente não sabe explicar de onde vem, mesmo sabendo de onde vem.
Eu não soube o que te falar. Eu não soube me despedir. E ainda não sei.

6.5.09

Cada um sabe o seu limite.
Você sabe se um mês é o bastante ou se em um ano ainda não passou. Qual é o limite de alegria ou de tristeza que você se permite por dia. Quantas vezes você lembra ou esquece por dia.
E não é previsível, nem digno de julgamento.

27.4.09

a energia chega, o metal a conduz, abala a crosta e CABUM! 

Às vezes, assistir tv pode te deixar com pensamentos catastróficos sobre o futuro.
Já vi alguns documentários que falaram sobre o fim do mundo em 2012. 21 de dezembro de 2012, pra ser mais exata.
Segundo os programas de televisão, os maias, os egípcios e Nostradamus previram exatamente isso.
De acordo com as previsões (maias, egípcios e Nostradamus), haverá um alinhamento do sol com o centro da galáxia (e talvez a terra também, segundo o Érico - ele não soube confirmar). A descrição de um documentário sobre o fim do mundo foi mais ou menos assim: a energia chega, o metal a conduz, abala a crosta e CABUM!
O engraçado é ver as interpretações das previsões de Nostradamus. Mostraram um desenho de um animal (não lembro qual), uma balança (como a da justiça) e uma cruz. A tradução foi: as ações da humanidade determinarão o futuro da civilização. E de alguma maneira conseguiram ligar isso ao fim do mundo em 2012.
Eu diria: quando a população mundial de bois se igualar à de homens, a humanidade será extinta.
E deixo o espaço aberto a outras interpretações. Pelo jeito, ainda se corre o risco de apresentarem um programa a respeito no History Channel.

"... e reverará se 2012 marcará o fim da violência ou um final violento".

24.4.09

Sabe quando você descobre alguma coisa, seja ouvindo algo interessante, ou lendo, ou vendo, e parece que aquilo estava lá justamente porque você precisava saber?
Estava eu, tranquila e serena, numa sexta à noite ouvindo Globo News enquanto mexia no computador, quando escutei uma notícia sobre alguém que estava causando comoção na Inglaterra depois de ter aparecido num programa de tv. Milhões já haviam assistido o vídeo nas últimas duas semanas.
Escutei o nome dela e gravei: Susan Boyle.
Como estava com o computador ao lado, procurei o vídeo no youtube e comecei a assistir. Era uma mulher australiana de 47 anos. E me lembrava muito a Dona Maria, costureira da minha mãe da época que eu era criança, só que de cabelo castanho.
Tem um sorriso de tia que faz bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
Quando a mulher começou a cantar, meu queixo caiu.
Só vendo pra acreditar. Quando a gente começa a assistir acha que é sacanagem, mas é inacreditável!
http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

15.4.09

Hoje foi um dia depressivo.
Primeiro descobri que fui selecionada para um curso pelo critério de desempate idade.
Agora percebo, com provas irrefutáveis, quão anti-social eu me tornei.

Será que sou eu, ou o resto do mundo é que está errado?

30.3.09

Conversa comum 

Estávamos assistindo um documentário quando veio a pergunta:
- Se você sonhasse que Deus estava falando com você, dizendo pra largar tudo e seguir um caminho, você iria?
Conviver com o Érico é tudo, menos monótono, Estou desenvolvendo a minha habilidade de responder a perguntas inusitadas como se já tivesse cogitado tal possibilidade. Tem sido cada dia mais útil.
- Hum... eu iria acordar e pensar: Nossa tive um sonho muito louco!
E como se eu já não esperasse por esse tipo de comentário, ele me chamou de mulher de pouca fé.
Fiquei curiosa com a continuação da conversa.
- E você, se sonhasse, o que faria?
Sem pensar, respondeu.
- Eu largaria tudo e iria pra onde Deus me mandasse. Você iria comigo... ou me internaria?
- Eu te internaria!
- E se você ficasse repetindo "Mulher de pouca fé, mulher de pouca fé" eu mandaria te darem um remedinho.
Como resposta, uma cara feia e silêncio.
De repente:
- Que tipo de remedinho?

18.3.09

1981 - O ano que não terminou 

Tive uma idéia brilhante hoje: entrei no youtube para ver algum vídeo e decidi digitar o ano do meu nascimento. Assim eu teria uma boa noção do que aconteceu em 1981, culturalmente, no esporte e alguma coisa na política.
Que decepção!
Em 1981 não aconteceu nada! Simplesmente nada! Passei páginas e páginas procurando algum vídeo que eu olhasse e pensasse "Interessante!" e acabasse clicando pra ver. Forcei muito e escolhi um. Não abriu! O meu computador ficou possuído e não abre mais os vídeos do youtube. Fica apresentando mensagem dizendo que o meu flash player está desatualizado (eu já atualizei umas 15 vezes nos últimos 3 dias e continua aparecendo a maldita mensagem).
Me acalmei e resolvi continuar analisando a lista de vídeos para tentar achar algo que valesse a pena ver, e principalmente para saber como era o mundo quando eu nasci.
Cheguei a uma conclusão: 1981 foi provavelmente o ano responsável por toda a década de 80 ter sido uma porcaria!
Achei um único vídeo que falava sobre um fato relevante ocorrido no ano: Bob Marley morreu em 1981.

16.3.09

Cotidiano 

- Quando você era criança não ficava imaginando como seria dominar o mundo?

Silêncio...

- Hein, quando você era criança não ficava imaginando que legal seria dominar o mundo?

Silêncio...

- Ah, você não tem graça, não pira com essas coisas!

- Não! Quando eu era criança eu imaginava que existia um mundo de sapos! E os sapos visitavam o jardim da minha casa! E embaixo da minha cama vivia uma tribo de índios! Eu era uma criança!!

- Que boba você é! Existe um mundo de sapos e eles visitavam a tua casa!